Prefiro revisitar minhas memórias
pra me fazer sempre nova
Mostrando postagens com marcador poema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poema. Mostrar todas as postagens

1 de julho de 2017

Combativa



Filhas da terra
Filhas da lua
Cada lágrima é uma gota de chuva

Nos braços a resistência de uma Era
No ventre a revolução que há muito se espera

Mãe da dor
Filha do sol
Dona do calor

Raiz da manhã eterna
Origem de cada semente sobre o barro
Firmamento, palato e terreno,
Primavera

Luz da luz do universo
Bailarina aguerrida da vida,
Nunca vai ser “sua boa menina”

Filhas das filhas
Olho de Brigida
Nossa proteção maior, divina

7 de fevereiro de 2017

Nunca esqueço

Dentro do redemoinho do sopro que era aquela insuprimível presença
Está aquilo que suposto era na sua irresistível indolência
O fardo do desprezado coração

Sob a luz que é a esperança
Quero desfazer a minha trança
Na névoa aromática do nosso enredo

E antes de assombrar sua existência
Vou marcar sua pele a dentes
Sentido a velocidade com a qual corre
Sob suas veias o sangue quente

E depois de tacar pedras na sua casa
Fingirei que não há mais nada
Acreditando que o passado não significa
O que imaginei que quereria

Te odeio pois a névoa tornou-se densa
Tão intensa quanto meus ruborosos sonhos
Porém não admito que após pouco – ou muito,
Não importa – tempo
Assinta a falta apertada ou frívolo apreço saudosista
Daquilo que tentei oferecer

E agora ojeriza

2 de agosto de 2016

Além


Sinto falta da sombra quente do final da primavera
E das flores que se deitavam no quintal
Cada uma tão sem igual
Como os olhos que atravessam as esquinas
Como os lábios que mentem rotinas
balbuciando felicidades pré-escritas

Sinto falta dos cantos dos móveis queimados de bitucas
e da luz da manhã que vinha das almas que sempre julguei puras
Como a despretensão das crianças
Como a imaginação das crianças

Ausência é um copo quebrado
Tendo sido colado mil vezes os cacos:
Nunca será igual

E nem mesmo as crianças tem um coração tão ingênuo quanto antes
Muito menos os jovens carregam aquela esperança franca e palerma
Ou os idosos carregam sabedorias das suas vivências cretinas

Todas as lidas estão tortas
Assim como meu peito bombeando água
Enquanto bebo sangue e
Calejo os dedos
E culpo a falta de um bom fim de primavera
Sempre flores dormindo no chão

Nunca mais luzes da manhã

28 de julho de 2015

Meu maior amante é o meu verso.
A ele me entrego, por inteiro.
Sem meias verdades.
Íntegra,
desnudo-me de razões.
E ele, também despido,
recebe-me, em brasa, o verso.

Não me enganam as linhas.
A essas tortas apenas empresto escrita qualquer.
E elas que se virem para devolver,
em rimas,
aquilo que, a meu verso, agrada;
assim, igualmente, meu coração.
Já que dele, Acalento, já fez ninho,
o meu verso.

Meu coração é seu ninho:
aconchego meu verso,
nunca espinho...
Mais que tema!
Meu lema: inventiva paixão.

O verso a quem sigo
é, verdadeiramente, meu farto caminho
de luz, treva e exílio,
em plena multidão.

4 de maio de 2015

Cama de noivos


O primeiro vislumbre da cama de noivos deixada pela primavera no quintal
É o último suspiro das flores antes de mancharem o chão de vermelho
E esse é só o começo...

O barulho da água, o cheiro do sabonete,
o cheiro do incenso da promoção,
o salário na carteira,
ou parte dele,
as contas pagas na mesa.

Os olhos passando às cinco horas na calçada
O vento levando as folhas. É o último suspiro das flores...
Espero que seja só o começo...
Todos voltam agora.

A expectativa deixa a porta aberta,
o coração aberto,
medo ausente
Acho que agora começa a primavera, de fato
no meu coração.

O tempo sempre estraga as melhores esperas
e vai embora.
A esperança finda,
as flores morrem no quintal.

É o tapete vermelho para a espera da estação
O alerta murcha

As flores na copa: Ainda não.

29 de abril de 2015


Regularidade do volúvel Se está dentro É dor Se está por aí É pavor Se está concentrado É esquema Se está distra...
Posted by Libertária on Quinta, 5 de março de 2015

25 de março de 2015


25 de fevereiro de 2015

Regularidade do volúvel


Se está dentro
É dor
Se está por aí
É pavor
Se está concentrado
É esquema
Se está distraído:
Problema

Se não ama a conversa
É descaso
Mas se dá atenção
Sou desbocado!
Se traz de volta:
Quebrado...
Se se apega enfim

Deixa guardado.

29 de julho de 2014

Tratava-se de um álbum de figurinhas

A bola é amor e ódio
paixão e indiferença
A bola é político-esportivo-monetário,
realeza!

A bola é proclamação de sucesso
é do bem, é do mal.
Apartidária. Capital!
É fraude. Emoção...

De objeto a sonho internacional,
a bola é um nada universal.
Empreendedorismo, organização; dá no crime e na salvação.

A bola é estopim: difamação.
Profissão, desculpa, hobby.
A bola é a nossa nação.

A bola é sua própria defesa.
O velho novo assunto do cenário nacional.
É campeão! É campeão! É campeão!

27 de junho de 2013

CAÇA-POEMA


C
A
F
I
Z
M
U
L
C
H
I
A
T
P
O
D
E
B
L
O
O
M
S
E
R
G
H
I
N
Q
U
M
Z
M
D
E
S
A
F
I
O
O
I
M
U
L
A
T
O
D
E
E
N
C
O
N
T
R
A
R
Y
F
A
C
E
I
R
O
P
A
L
M
A
P
A
L
A
V
R
A
C
A
L
M
A
P
L
O
D
E
S
S
E
B
O
S
O
C
O
R
R
E
M
E
R
D
A
Z
A
C
E
R
T
A
L
Y
M
A
N